Lucas Felype Vieira Bueno de 20 anos, natural de Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, se voluntariou para atuar na Ucrânia, mas decidiu fugir após ser orientado a se deslocar para perto da linha de frente.
O jovem conta que tentou rescindir o contrato com o governo ucraniano, que exigia permanência mínima de seis meses. Ele estava no país há apenas três meses.
“Quanto mais passavam os dias, mais eu estava perto do front. Chegou uma hora que eu precisava agir ou talvez não tivesse mais volta”, relatou Lucas ao g1.
Inicialmente prometido para trabalhar com drones, Lucas acabou sendo enviado ao campo de batalha. Sua fuga durou cinco dias, grande parte a pé, percorrendo mais de mil quilômetros, saindo de Kharkiv, passando por Kiev e Lviv, até chegar à fronteira, onde enfrentou dificuldades para atravessar.
Após conseguir cruzar a fronteira, ele recebeu visto de turismo e agora avalia, junto à família, se retorna ao Brasil ou permanece na Europa.
Especialistas alertam que, segundo a lei ucraniana, Lucas pode responder por deserção. O Itamaraty ainda não se manifestou sobre o caso.

Por: Josiane Silva / Portal NP1









